Pois é, se alguém dissesse isso a Rubinho e ele fizesse, duvido que ainda estaria na Fórmula 1. Não só isso. A vergonha seria tanta que ele pediria ao Detran para cassar sua Carteira de Habilitação. Simplesmente não dá. Cansei. De novo.
Desde que Senna encontrou o muro na curva Tamburello no GP de San Marino, em Ímola, em 1994, que os brasileiros estão órfãos de um piloto do seu quilate na principal categoria do automobilismo. E olhe que o tal do brasileiro acredita no brasileiro viu.
Se depois de tantos anos se decepcionando com um piloto, você ainda inicia uma temporada torcendo por ele, é porque não desiste nunca. Agora, se como bom brasileiro, você começou o ano como eu, acreditando no Rubinho, desculpa-me. Mas eu to fora.
Mesmo com toda a esperança que os brasileiros depositaram em Barrichello (acho que mais de 90% graças a Galvão Bueno) ele volta a nos decepcionar. “Ah, é o carro”, “É a equipe que privilegia o outro”, “O bichinho deu azar”.
Seguinte é esse: Button tem o MESMO carro e já ganhou 5 corridas de 6 disputadas. Tem nada errado aí não?
Azar em toda corrida? Como diria Capitão Nascimento, “Tá de sacanagem?”.
E se a equipe mais uma vez estiver privilegiando o outro piloto, eu pergunto: porque danado será?
Quando acordei hoje e resolvi acompanhar o GP de Mônaco, momentos antes da largada eu pensei:
“Papai do Céu, faz Rubinho quebrar e não atrapalhar Massa”.
Ele não me atendeu. Mas se um brasileiro chega ao ponto de torcer contra um brasileiro, é porque algo está errado. Então, para evitar novos aborrecimentos futuros:
Rubinho, senta aqui e vem ver tu correr...
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