Antes de falar da corrida, faço a mea culpa: depois de disparar críticas contra Rubinho, tenho que admitir que hoje (hoje hein!), ele foi fantástico.
Com o acidente de Felipe Massa e o vai-não vai-correr de Schumacher, pensei seriamente em deixar de ver a corrida deste fim de semana para tomar uma cervejinha na praia. Afinal, assistir a um GP em que o principal personagem seria Barrichello, não era lá grande atrativo.
Ainda assim o fanatismo pela Fórmula 1 falou mais alto. Decidi ver a corrida. E queimei minha língua.
Depois de largar bem e se segurar em 3º, Rubinho fez uma prova tranqüila e regular. Sempre se mantendo a uma distância razoável de Kovaleinen, que havia ficado responsável por ser o fiel escudeiro de Hamilton.
Quando o vice-líder parou, foi a deixa para o brasileiro dar o seu primeiro espetáculo. Daquele jeito que Schumi ensinou. Foram algumas voltas, como dizem, de classificação. Do jeitinho que o alemão fazia. E deu certo. Ganhou a segunda posição e ainda encostou em Hamilton.
A partir daí a estratégia foi a mesma da primeira parte da prova. Regular e tranqüilo. Até a parada do inglês. Mais uma vez Barrichello mostrou o que aprendeu com Schumacher. Foram duas voltas e meia de forma fantástica.
Arrancou até um sorriso de Ross Brown, que dizia: “Eita que ele hoje ta com a mulesta” (acho que o sentido era esse). Tomou a ponta e administrou até o fim da prova.
Foi a 100ª vitória de um brasileiro na Fórmula 1 e a 10ª de Barrichello. Que volta a sonhar com o título da temporada.
Vamos ser se nas próximas corridas ele continua se inspirando em Schumacher ou se volta a ser Rubinho. Porque até a sorte ajudou o danado neste domingo. Ao se atrapalhar no pit stop de Hamilton, a Mclaren entregou a vitória ao brasileiro.
Pois é, em Valência, Rubens Barrichello deixou até o azar para trás.