Um novo time para o velho Botafogo, ou um velho time para o novo Botafogo? Talvez nenhum nem outro. Quem sabe não é tudo novo? Inclusive o Botafogo? Pelo menos é a esperança da torcida que esteve na Maravilha do Contorno nesta terça, 11.
Mais uma vez foi de impressionar a quantidade de gente que esteve no local para receber os jogadores. E depois de conferir a “coletiva de imprensa” (sem microfone e com um monte de torcedor fazendo barulho, será que dá para chamar de coletiva?) e acompanhar o primeiro treino do time, fiquei com algumas impressões.
Para o atacante Vinícius, oriundo do Botafogo do Rio, o que valeu foi a torcida. Em entrevista nesta quarta, diversas vezes ele tocou no assunto. Deu para perceber que ficou impressionado, assim como eu (embora por motivos diferentes), com a presença e o carinho dos torcedores.
Jougler, pelo que senti, é daqueles jogadores com texto ensaiado para qualquer pergunta em qualquer entrevista. Contudo, tem uma palavra que ele usou que chamou a atenção: trabalho. Em duas perguntas, falou esta palavra pelo menos cinco vezes. Vamos ver na prática.
Conversei com Cristiano Alagoano também. Esse aí tá doido para estrear e fazer gols. Pelo menos foi o que disse. Mas, Fredson também já esteve. Vamos aguardar.
E a prata da casa? Bem, assim que cheguei na “sala de imprensa”, ouvi um colega repórter: “tá vendo aquele ali? Vai ser o nome do Botafogo na Copa Paraíba. Pode escrever aí”. Era Rafael. Olhou para mim e esboçou um sorriso. Não sei se o companheiro jornalista disse isso porque realmente chegou a hora do garoto despontar ou se, simplesmente por ser torcedor do Belo, se deixou contagiar com o momento.
Como não tenho bola de cristal e nem sou torcedor, prefiro aguardar.
É muito cedo para falar do técnico. Para o bem ou para o mal. No primeiro treino, quando cheguei à Maravilha ele estava dentro de campo, conversando com o assistente Agnaldo Oliveira, enquanto os atletas eram “massacrados” pelo preparador físico Emílio.
Depois, Anthony foi para a beira do gramado e ficou ouvindo Giancarlos Dantas, o gerente de futebol, contar histórias do Botafogo. Recentes. Como a eliminação no último Paraibano. Dizia ele: “nos clássicos fomos bem, o problema foi contra os pequenos”. Não sei se exatamente com essas palavras, mas a idéia foi.
E lembrou da Queimadense. Responsável por tirar pontos importantes do Belo em João Pessoa este ano. Por sinal, é o primeiro adversário. E não adianta. É para o futuro que o torcedor olha. Mais especificamente para o dia 13 de setembro.
E aí, a pergunta: quem entrará em campo será um velho Botafogo de time novo ou um novo Botafogo de fato? Mais ainda: o velho Belo dos últimos anos, que apanha para gato e cachorro ou o Velho Botafogo, aquele dos anos 80 que enche de orgulho seu torcedor?
Vamos aguardar...
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