quinta-feira, 29 de março de 2007

Misturinha do Auto Esporte não deu em nada

Misturinha. Sabe quando você não sabe o que definir certas diferenças ou escolher entre uma ou outra coisa e diz: é uma misturinha. Como quando ainda estava na faculdade e o professor perguntou a uma colega de classe que tipo de texto ela faria para um determinado trabalho. Ela olhou para o mestre e respondeu: Ah, é uma misturinha. O professor quase vai à loucura.

Porém, outras vezes cabe bem a palavra. Um bom exemplo pôde ser visto no último jogo do Auto Esporte pelo Campeonato Paraibano. Se alguém me perguntasse qual a formação adotada pelo treinador do time automobilista eu diria na bucha: É uma misturinha. E estaria sendo preciso.

Se não, acompanhe-me: o time passou toda a pré-temporada do segundo turno e os dias que antecederam o jogo treinando no 3-5-2. Foi assim que o time entrou em campo. A partida rolava e os jogadores batiam cabeça. Era um verdadeiro exemplo de falta de educação tática. Os atletas simplesmente não conseguiam absorver o esquema. Mas até que tudo ia bem, até que a equipe adversária ganhou um gol.

E quem deu foi o mão de lodo Mazinho. A bola passou no meio das pernas do vigia-de-barra. É bom deixar logo claro que o atleta fez defesas incríveis no decorrer do jogo e se redimiu do lance. Mas levou o gol. A partir de então, com a desvantagem no placar, técnico do Auto mudou o esquema. Agora era 4-4-2. Isso com 30 min de jogo. O time empatou o jogo.

Na volta do segundo tempo, nova mudança: 4-3-3. A equipe criava mas não fazia gols. Até que aos 25 min, ele mudou de novo. Voltou para o 4-4-2. O time abriu dois gols de vantagem e todo mundo conhece o final da história.

Fico na dúvida se o comandante estava buscando oportunidades, uma vez que via as falhas do adversário, ou se era desespero puro e simples. O fato é que a misturinha no fim das contas não deu certo.

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